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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O porquê de eu usar o Bitbucket


Usei o Github (https://github.com/) durante um bom tempo. Recentemente o troquei, definitivamente, pelo Bitbucket (https://bitbucket.org/). Gostaria de expor meus motivos.


  • Repositórios privados: Sem discussão, a possibilidade de criar repositórios privados é campeã. Você pode criar um número ilimitado de repositórios privados. Eles são grátis enquanto você tiver cinco ou menos usuários. Esta característica já é antiga, mas agora tambem 
  • Posso usar o git: No Bitbucket somente o uso do mercurial era possível, mas recentemente eles possibilitaram a criação de repositórios com o popular git. Não tenho nada contra o mercurial, mas o git é matador. Talvez por ser implementado tendo performance como objetivo, o git é muito mais rápido que o mercurial. 
O restante das funcionalidades dos dois serviços são equivalentes, pelo menos para o meu uso cotidiano. Entao resumindo, no Bitbucket eu tenho hoje tudo que preciso (equivalente ao github) e ainda posso criar repositorios privados. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aplicativo web para acompanhamento de obras

O site CMObras disponibiliza um aplicativo muito simples e pratico para acompanhamento de pequenas obras. O aplicativo tem interface semelhente ao de programas para iPhone, mas pode ser utilizado em qualquer navegador Web moderno. Roda em Windows, Linux e Apple, alem de Androids e iPhones.

Lista de material gasto
Ficha da obra

domingo, 14 de agosto de 2011

Ações Afirmativas e Programação Genética


Li hoje o artigo “Ação afirmativa nas universidades públicas” (Ciência Hoje, Vol 47, número 277). O artigo discute o fato de mais de dois terços das universidade públicas brasileiras adotarem políticas de ação afirmativa (normalmente denominadas “cotas”). Este é um tema polêmico e a pesquisadora Angela Randolpho Paiva, da PUC-Rio, teve a iniciativa de estudar o retrato deste tipo de ação no Brasil. É um artigo interessante, que mostra qual a situação das “cotas” para ingresso em cursos universitários.
Sempre fui contra este tipo de política. Sou um evolucionista (bunito isto, ne?). Acredito na maior chance de sobrevivência dos melhor adaptados. Levo este tipo de pensamento até para minhas observações sociais. Mas, antes que o leitor me rotule de: mecanicista, insensível e elitista, declaro que acredito que o Brasil é um ambiente bom para que os melhores vençam, temos uma boa mobilidade social. Vemos todos os dias pessoas que conseguiram sucesso mesmo saindo de camadas sociais mais baixas. Basta lembrar do Big Brother Brasil :) . Mas hoje, um trecho do artigo da pesquisadora Angela Randolpho Paiva me chamou a atenção:
“Os principais argumentos trazidos pelos gestores são: a) a necessidade de que o campus da universidade pública seja representativo da diversidade da população brasileira, pois, como definiu um dos gestores, a universidade pública brasileira, em especial nos cursos de maior prestígio, era ‘muito branca’ …”
Lendo este trecho me ocorreu uma ideia. Para mostrá-la contarei um causo.
Estudei programação genética em um período recente (um dos resultados desta brincadeira pode ser encontrado em http://trumae.github.com/tabuada). Em um episódio, codifiquei um algoritmo de programação genética baseado em torneios. Basicamente, 4 indivíduos são aleatoriamente escolhidos em uma população. Destes, dois com maior nota de aptidão, se reproduzem “sexuadamente” gerando duas “crias”. Os pais e os filhos retornam para a população, os indivíduos que não se reproduziram são descartados. Em uma primeira tentativa de colocar o algoritmo para funcionar, tive problemas. Basicamente, a população convergia prematuramente para  soluções sub-ótimas. Um amigo me mostrou que o meu problema era no torneio. Eu selecionada os dois melhores indivíduos do grupo de 4 indivíduos e eles se reproduziam. Este amigo sugeriu que eu realizasse duas “lutas”. Eu escolheria, aleatoriamente dois deles, e faria a primeira “luta”. Depois, com os dois restantes, faria a segunda luta. Os campeões de suas lutas ganhariam o direito de reproduzir. Qual a diferença? No novo esquema, nem sempre eram os melhores que eram selecionados. Alguns, razoavelmente bons, também tinham chances. Minha surpresa, o algoritmo melhorou. Deixou de ocorrer a “convergência prematura” e atingiu soluções melhores.
Lembrei disto lendo o trecho citado do artigo. Talvez, possamos até colher bons frutos desta política de “cotas”. Penso que se isto ocorrer, não será devido ao caráter de bondade das ‘cotas’. A natureza não gosta de coisas muito uniformes, o que sempre sobrevive eh a diversidade. Talvez a idéia das universidades não ter os melhores, e sim o que melhor representa a sociedade não seja ruim para o país.